Não sei se é correto delegar ao avanço tecnológico a responsabilidade pela triste redução das sinapses da galera de hoje em dia. Você que está lendo, conseguiu entender? Não?! Pois é! São as sinapses!
Hoje em dia aparenta ser cada vez mais necessário que as coisas já venham prontas para consumo, já venham mastigadas. Agora imagine só: Você ficaria contente se alguém mastigasse sua comida para você? ARGH!...
O que você acha que sente o seu cérebro quando você não deixa que ele faça aquilo que ele precisa, e foi feito, para fazer?
Ele se sente descansado?
Ele se preserva para coisas mais importantes?
Os neurônios agradecem com sorrisos e loas (?) à sua bondade?
Ledo engano, meu caro! Ele se sente "enferrujando" e aí, as tais sinapses de que falei passam a ter mais dificuldades para acontecer, e você vai ficando... Como dizer isso de uma forma branda?... Lerdo, sonso, bobo, preguiçoso, tapado e, lentamente, vai passando a, cada vez mais, ser parte atuante de um grupo que a revista SUPERINTERESSANTE nº256 desse mês de Setembro/2008, em uma matéria-debate bastante interessante, vê uma das partes chamar de “a geração mais estúpida que já houve”, (“The Dumbiest Generation”).
Mas como é isso de ficar esse monte de ofensas que eu fiz aí em cima que resultaram em alguns terem desistido de continuar lendo o texto?... Isso dentre os que não se cansaram apenas em olhar o tamanho dele. Eu explico, ou melhor, eu tento explicar:
O corpo humano precisa de exercícios, não é necessariamente imprescindível que sejam aqueles das academias onde você sai suado, cansado, machucado, todo dolorido e se sentindo "um gato" (ou gata, é claro!). Muitas vezes o fato de andar todo dia, mesmo que em atividades rotineiras - Sorry, mr. Cooper! - já ajuda a não ficar um bolo disforme e achaquilhado (?).
É sério! Parece brincadeira, mas é tão sério quanto é lógico que um exercício físico mais elaborado ajuda bastante na saúde física e mental de qualquer um. Acontece que podemos levar essa mesma visão para o cérebro como se ele fosse o tal do "corpo que precisa de um gás", a diferença está no tipo de laboração (?) que o cérebro precisa.
Durante séculos a tarefa de pensar para entender, raciocinar mais ainda para poder entender melhor ou descobrir para que serve aquele palito com pólvora na ponta, mas durante muito tempo mesmo, essa farfúncia (?) foi executada de maneira automática. O ser humano, quando sutilmente diferente da maioria, pensava para entender bem alguma coisa, qualquer coisa, mesmo porque não havia como ser diferente, afinal não tínhamos, sempre à mão, algo ou alguém que interpretasse as coisas para nós, que mastigasse a informação e abolçasse-a (?) diretamente em nosso cérebro.
Acontece que, de uns tempos para cá isso ficou um enfado (?) e quase desnecessário, isso porque as coisas bem podem "vir mastigadas" para nós, daí é só puxar a tampinha e engolir, ou digitar uma palavra e ter um mundo de informações sobre ela, sem sequer pensar qual livro vai usar para fazer a pesquisa ou se aquele bando de palavras juntas realmente diz alguma coisa coerente sobre o que queremos pesquisar.
- OPA! NÃO ESTOU FAZENDO APOLOGIA CONTRA A INTERNET, PERAÍ! -
Mesmo porque é óbvio que, se bem usada, ela é importantíssima para a educação. Mas que as coisas estão perigosamente fáceis demais, lá isso estão, daí o "bem usada", algo difícil de entender às vezes!
A letrinha está pequena, as “palavras estranhas” são difíceis até de se ler, além do que não se entende o significado e, ainda por cima, o texto é grande demais... E você leu até aqui? Meus parabéns!
Calma! Não fique achando que o congratulei exageradamente, foi sério, porque bastam esses poucos fatores que citei para que uma boa parte (eu tenho vontade de arriscar: "a maioria”) da geração de 80 para cá simplesmente desista de ler uma infinidade de textos recheados de boas informações. E não se iluda, esse também é um dos grandes motivadores da evasão escolar, a preguiça de ler e conseqüentemente, de aprender. Mas não estou defendendo as políticas educacionais não, elas também têm uma boa parcela de culpa, no caso do nosso querido (pelo menos eu, o amo!) País, elas precisam desesperadamente de “updates”, “upgrades” que sejam, efetivamente, tornados comuns ao senso público e consolidados até mesmo naquela escola daquele mais distante rincão (?), ou o que mais seja possível, até mesmo, e muito justamente, para que nossos profitentes (?) reaprendam suas artes, tão miseravelmente remuneradas pelo Estado!
O que fazer?... Ah! Sei lá! Mas posso garantir que a primeira coisa, a mais fundamental e imprescindível, é ler, e ler muito, e ler tudo, como dizem: “Ler até bula de remédio”. E ter algum saco de ir ao dicionário para entender essa ou aquela palavra diferente, ou você acha que os “(?)” que pus acima estão lá porque achei engraçadinho?
Ta! Tudo bem! Pode ser um "on-line" mesmo, mas tem que ser bom!...
Só que você TEM QUE LER, ler e ENTENDER!
Acostume-se e acostume seus irmãos menores a lerem. Para começar, sugiro que usem gibis e veja bem que eu disse gibis não disse “mangás”, pois nos gibis temos a sorte de encontrar um Maurício de Souza (É! Não estou falando de HQs da Marvel, não!) que prima pelo bom texto, daí passem para literaturas que gostem ou que pareçam interessantes, ou que façam você querer saber como termina, MAS, PELO AMOR DE DEUS, NÃO VÁ LER A ÚLTIMA PÁGINA, POR FAVOR!
SEJA COMO FOR, LEIA!
Até a próxima!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
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